Os 7 melhores apps para aprender palavras em inglês, comparados
A pergunta «qual é o melhor app para palavras em inglês» parece simples e não tem resposta sem alguns esclarecimentos. Os apps desta seleção resolvem problemas diferentes: um sustenta o hábito de estudar, outro dá controle total sobre os cartões, um terceiro ensina as suas próprias palavras tiradas de séries e conversas. Enquanto não estiver claro do que exatamente você precisa, compará-los não adianta.
Então, primeiro os critérios pelos quais vale a pena comparar; depois a tabela, depois a análise de cada app e, no fim, uma dica de qual levar para o seu caso.
Por quais critérios comparar
Para o vocabulário, seis coisas importam. Todo o resto é detalhe de interface.
- Suas próprias palavras. Dá para adicionar qualquer palavra ou frase que apareceu na sua vida, ou você fica preso a um curso pronto?
- Contexto. O app entrega uma frase de exemplo e o significado, e não apenas o par «palavra — tradução»?
- Repetição espaçada. Ele devolve a palavra bem quando você está prestes a esquecê-la? Como isso funciona explicamos no artigo sobre repetição espaçada.
- Lembrar, não reconhecer. Existem exercícios em que você precisa puxar a palavra sozinho, em vez de escolher entre quatro opções?
- Áudio. Tem pronúncia gravada e treino de pronúncia?
- Quanto trabalho manual. Quantos minutos se vão preparando um cartão antes de você começar a estudar de fato.
A comparação em tabela
| App | Suas palavras | Contexto e exemplos | Intervalos | Trabalho manual | Para quem serve |
|---|---|---|---|---|---|
| VibeLing | Sim, qualquer palavra ou frase | Sim, automaticamente | Sim | Mínimo | Aprende por séries, livros, conversas |
| Anki | Sim, mas o cartão você monta | Só o que você digitar | Sim, o melhor controle | Muito | Gosta de configurações e controle total |
| Quizlet | Sim, em conjuntos | Fraco | Em parte | Médio | Está se preparando para uma prova |
| Duolingo | Não | Dentro do curso | Dentro das lições | Nenhum | Começa do zero e precisa do hábito |
| Memrise | Limitado | Sim, vídeos com nativos | Sim | Pouco | Quer ouvir fala real |
| Lingvist | Limitado | Sim, frases | Sim, adaptativo | Nenhum | Quer léxico frequente rápido |
| Drops | Não | Imagens no lugar da tradução | Em parte | Nenhum | Iniciante que quer um começo visual |
1. VibeLing — para as palavras da sua vida
O VibeLing foi feito para um cenário: você ouviu ou leu algo útil e quer guardar. Você cola a palavra ou a frase inteira, e o app puxa a tradução, a transcrição, o áudio e um exemplo de uso — o cartão não precisa ser montado na mão.

Em seguida a palavra entra na repetição espaçada, e os treinos vão de lembrança: completar a lacuna numa frase, montá-la letra por letra, falar em voz alta. Uma sessão são dez palavras e alguns minutos.
Bom: entra qualquer palavra ou frase, o contexto e o áudio aparecem sozinhos, quase nenhum trabalho manual.
Pior: não é um curso de gramática com níveis A1–B2 — se você está começando do zero, vai precisar de algo ao lado.
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2. Anki — para o controle total
O clássico da repetição espaçada. Configura-se quase tudo: tipos de cartão, modelos, baralhos, etiquetas, parâmetros do algoritmo. Se para você importa comandar o sistema, por enquanto nada bate o Anki.
O preço é tempo. Cada cartão você monta na mão: procura a tradução, inventa um exemplo, busca o áudio, organiza nos baralhos. Com vinte palavras não se nota; com duzentas vira uma ocupação à parte. É exatamente aí que a maioria desiste — não porque o método seja ruim, mas porque a preparação consome a energia que depois falta para as próprias revisões.
Bom: o algoritmo, a flexibilidade, gratuito no desktop, uma comunidade enorme.
Pior: barreira de entrada alta e muita rotina.
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3. Quizlet — para estudo e provas
O Quizlet é prático quando a lista de palavras já foi dada a você: um capítulo do livro, um tema de prova, um conjunto de termos. Há uma quantidade enorme de conjuntos prontos, os cartões se criam rápido e existem modos de teste e de jogo.
Para idiomas a limitação é que ele continua sendo uma ferramenta universal de cartões, não um app de léxico. Pouco contexto, conjuntos alheios muitas vezes medianos, e treinos que não forçam de verdade a puxar a palavra da memória.
Bom: rapidez, conjuntos prontos, formato familiar dos estudos.
Pior: pouco contexto e revisões superficiais.
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4. Duolingo — para o hábito, não para o vocabulário
O Duolingo é o melhor de todos em impedir que você largue: sequências, lembretes, lições curtas. Para começar do zero isso funciona — a gramática básica e as primeiras centenas de palavras se assentam sozinhas.
Mas as palavras ali são alheias, do programa do curso, e não dá para acrescentar as suas. Os exercícios vão principalmente de reconhecimento: escolher uma opção ou montar a frase com blocos prontos. Por isso, depois de um ano, costuma sobrar muita lição concluída e nenhuma palavra chegando na conversa. Tratamos disso à parte: o Duolingo é suficiente para construir vocabulário?
Bom: motivação, começo gratuito, entrada suave.
Pior: não dá para manter o seu próprio dicionário.
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5. Memrise — para a pronúncia real
O forte do Memrise são os vídeos curtos em que a frase é dita por pessoas de verdade, não por um sintetizador. Dá para ouvir a entonação, o ritmo e como a expressão soa na fala real. Para a compreensão auditiva isso ajuda visivelmente.
O material é em boa parte preparado de antemão e organizado por temas e situações. Salvar aqui uma frase rara que você pescou na sua série é mais difícil.
Bom: fala viva de nativos, temas do dia a dia.
Pior: pouca liberdade para as suas próprias palavras.
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6. Lingvist — para o léxico frequente
O Lingvist seleciona palavras conforme o seu nível e leva você pela lista de frequência: primeiro o que aparece mais. As palavras vêm dentro de frases, e não como pares pelados, e o sistema se ajusta às suas respostas.
É cômodo quando você não quer decidir nada: abre e estuda. Mas o dicionário continua sendo o do app, não o seu, então as frases do seu conteúdo não vão parar ali.
Bom: adaptativo, palavras já dentro de frases, zero preparação.
Pior: léxico genérico em vez do seu.
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7. Drops — para um começo visual
O Drops ensina palavras por imagens: a tradução quase não é usada e a palavra é ligada direto a um desenho. As sessões são curtas, a interface é agradável, a barreira de entrada é mínima.
O formato funciona bem com substantivos concretos — comida, roupa, cidade. Com léxico abstrato e verbos a imagem ajuda menos, e frases e contexto quase não são treinados aqui.
Bom: começo fácil, sessões curtas e agradáveis.
Pior: o teto chega rápido.
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Como escolher para o seu caso
- Está começando do zero e tem medo de largar — Duolingo ou Drops, para entrar no ritmo.
- Está se preparando para uma prova com a lista de palavras já dada — Quizlet.
- Gosta de ajustar o sistema e não se importa com o tempo — Anki.
- Quer acumular léxico frequente rápido — Lingvist.
- Entende mal de ouvido — Memrise, pelos vídeos com nativos.
- Já entende alguma coisa e quer aprender palavras das suas séries, livros e conversas — VibeLing.
Combinar também é normal e muitas vezes funciona melhor do que um app só: um curso para a base e o hábito, mais um lugar à parte onde o seu dicionário pessoal se acumula. Essas duas tarefas quase não se sobrepõem.
Conclusão
Não existe um melhor app para todo mundo, mas a escolha se estreita rápido se você responder com honestidade a uma pergunta: você precisa percorrer o programa de outra pessoa ou memorizar as suas próprias palavras? Os cursos são bons na primeira coisa; os apps construídos sobre as suas palavras, na segunda.
Se o seu caso é o segundo, experimente treinar palavras no VibeLing: adicione dez palavras que apareceram na última semana e veja em sete dias quantas voltam sem consultar nada.